Olhei para trás e não me conseguia reconhecer. Tudo o que era, tudo o que havia feito já não existia.
Não era eu. Não sou eu. Não sou.
Olho para trás e tudo me parece uma recordação vaga, como se não tivesse sido a minha vida, os meus sentimentos, as minhas acções. Como se só agora começasse a viver, verdadeiramente.
Vivia presa no mundo do “e se…”, como se todo o meu passado se resumisse numa única frase, como se os últimos tempos pudessem ser explicados através de uma frase vazia e inútil: “e se eu tivesse agido de forma diferente?”
Quantas vezes não pensamos assim?
E no entanto, passou. Já não há dor, apenas o vazio… as recordações.
E se eu tivesse seguido o meu coração?
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